Quanto custa tirar a CNH: principais taxas e custos envolvidos

Publicado em: 12 de dezembro de 2025 • Atualizado em: 12 de dezembro de 2025

Uma das primeiras perguntas de quem decide tirar a CNH é: quanto vai custar? A resposta não é simples, porque o valor total depende de taxas oficiais do Detran, pacote do CFC, quantidade de aulas práticas, exames, possíveis reprovações e aulas extras. Neste artigo, você entende de forma clara e honesta quais custos entram na conta, o que varia por estado, como comparar orçamentos de forma justa e como evitar surpresas ao longo do processo. Saiba mais sobre como tirar a CNH passo a passo.

Resumo em 1 minuto

  • Você descobre as principais "caixas" de custo para tirar a CNH: taxas do Detran, pacote do CFC (teórico + prático), exames médico/psicológico, provas e possíveis extras.
  • Entende quais custos pegam de surpresa (remarcação, reprova, aulas extras, deslocamento) e como compará-los de forma justa entre CFCs.
  • Aprende a evitar "orçamento barato que vira caro" e quando faz sentido investir em aula extra com responsabilidade.

Resposta rápida: do que é composto o custo total

O custo para tirar a CNH pode ser dividido em algumas "caixas" principais. Veja o que normalmente entra na conta:

  • Taxas do Detran: abertura de processo, emissão da CNH/PPD, licenciamento, exames teórico e prático. Essas taxas variam por estado e são obrigatórias.
  • Exames médico e psicológico: obrigatórios para iniciar o processo. Valores variam conforme clínica e região.
  • Pacote do CFC: inclui curso teórico (presencial ou EAD), material didático e aulas práticas. Esse é o principal custo variável e depende do CFC escolhido.
  • Provas (teórica e prática): algumas taxas já estão incluídas no pacote do CFC, outras são pagas direto ao Detran.
  • Aulas extras (se necessário): se você não se sentir preparado com a carga horária mínima, pode fazer aulas adicionais (com o CFC ou com um instrutor particular).
  • Retestes (em caso de reprovação): se reprovar em alguma prova, precisa pagar novamente a taxa do exame e eventualmente fazer mais aulas.
  • Custos extras: deslocamento, remarcação de provas, taxas administrativas do CFC, materiais adicionais.

Importante: Não existem valores fixos nacionais. Cada Detran, cada CFC e cada cidade têm suas próprias tabelas. Use este artigo como guia para entender o que perguntar e comparar, não como promessa de preço.

Taxas e etapas que normalmente entram na conta (sem valores fixos)

Vamos detalhar cada etapa do processo e os custos típicos associados. Lembre-se: esses valores são aproximados e variam conforme estado, cidade e CFC.

1. Exames médico e psicológico

Obrigatórios antes de iniciar o processo. Você precisa passar por avaliação médica (visão, audição, condições físicas) e psicológica (aptidão para dirigir). Esses exames são feitos em clínicas credenciadas pelo Detran. Os valores variam por região e clínica, e você pode escolher onde fazer (dentro da rede credenciada).

2. Taxas do Detran

Cada Detran cobra taxas para abertura do processo, realização dos exames (teórico e prático) e emissão da Permissão para Dirigir (PPD). Essas taxas são obrigatórias e pagas diretamente ao Detran (ou via boleto gerado pelo CFC). Consulte o site oficial do Detran do seu estado para saber os valores atualizados.

3. Curso teórico

O curso teórico (legislação de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros etc.) tem carga horária de 45 horas. Pode ser feito presencialmente ou, em muitos estados, via EAD (ensino a distância). O valor está incluído no pacote do CFC e varia conforme a autoescola e a modalidade (presencial ou online).

4. Aulas práticas

Conforme a Resolução Contran 789/2020, a carga horária mínima obrigatória é de 20 horas-aula práticas para categoria B (carro) e categoria A (moto), sendo pelo menos 1 hora no período noturno. Para ACC (ciclomotor), são 5 horas. Para adição de categoria, são 15 horas. Muitos CFCs oferecem pacotes com mais horas do que o mínimo, para aumentar as chances de aprovação. O custo das aulas práticas é a parte mais significativa do orçamento e varia muito entre CFCs e regiões. Veja mais sobre quanto tempo demora o processo.

5. Prova teórica

Depois de concluir o curso teórico, você faz a prova teórica no Detran (ou em local indicado). A taxa está incluída nas taxas do Detran. Se reprovar, precisa pagar novamente para refazer o exame.

6. Prova prática

Após aprovação na teórica e conclusão das aulas práticas, você agenda a prova prática (baliza, estacionamento e circuito em via pública). A taxa está incluída nas taxas do Detran. Se reprovar, precisa pagar novamente e, eventualmente, fazer mais aulas para treinar.

7. Emissão da Permissão para Dirigir (PPD)

Aprovado na prova prática, você recebe a Permissão para Dirigir (válida por 1 ano). A taxa de emissão está nas taxas do Detran. Após 1 ano sem infrações graves/gravíssimas ou reincidência em médias, a PPD vira CNH definitiva (em muitos estados, automaticamente).

8. Retestes (em caso de reprovação)

Se reprovar em alguma prova (teórica ou prática), você precisa pagar novamente a taxa do exame. Além disso, muitos CFCs recomendam (ou exigem) aulas extras antes de tentar novamente, o que aumenta o custo total.

Custos que pegam de surpresa (top 7)

Além dos custos óbvios, existem despesas que muita gente só descobre durante o processo. Veja os principais:

  • 1. Remarcação de provas: Se você perder o dia do exame agendado ou precisar remarcar, alguns Detrans cobram taxa extra. Verifique a política do seu Detran.
  • 2. Aulas extras: Se você não se sentir preparado com a carga mínima (20 horas), vai precisar de mais aulas. Cada hora extra custa à parte (no CFC ou com instrutor particular).
  • 3. Deslocamento: Se o CFC não oferece transporte ou se as aulas são longe de casa, você gasta com passagem ou combustível.
  • 4. Reprovação: Cada reprovação significa pagar novamente a taxa do exame e, geralmente, fazer mais aulas para treinar. Isso pode dobrar ou triplicar o custo final.
  • 5. Taxa administrativa do CFC: Alguns CFCs cobram taxa de matrícula, taxa de agendamento de exames ou taxa de uso do veículo na prova. Pergunte tudo isso antes de fechar.
  • 6. Material didático extra: Apostilas, simulados, apps pagos etc. Geralmente não são obrigatórios, mas alguns CFCs oferecem como opcional.
  • 7. Mudança de categoria ou observação (EAR): Se você decidir adicionar categoria (ex.: fazer B e depois A) ou incluir observação de atividade remunerada (EAR), há custos extras de aulas e taxas.

Dica: Pergunte ao CFC o que está incluído no pacote e o que pode gerar custo extra. Peça um orçamento detalhado por escrito antes de fechar. Veja também 7 perguntas para fazer antes de fechar com uma autoescola.

Como comparar orçamentos de forma justa (mesma quantidade de aulas, o que está incluso)

Comparar preços entre CFCs pode ser confuso se você não souber o que cada pacote inclui. Veja como fazer uma comparação justa:

  • 1. Compare a mesma carga horária: Um CFC oferece 20 horas práticas e outro oferece 25? O segundo vai custar mais, mas pode valer a pena se você é iniciante ou ansioso.
  • 2. Verifique o que está incluso: Alguns pacotes incluem todas as taxas do Detran, exames médico/psicológico e material. Outros cobram tudo à parte. Pergunte: "O que está incluído nesse valor?"
  • 3. Pergunte sobre custos extras: Taxa de matrícula? Taxa de agendamento? Taxa de uso do carro na prova? Taxa de aula extra? Remarcação? Tudo isso pode aumentar o valor final.
  • 4. Compare a qualidade: Preço baixo demais pode significar carro velho, instrutor apressado, agenda lotada, suporte ruim. Converse com ex-alunos, veja avaliações online e visite o CFC antes de fechar. Veja como escolher entre autoescola e instrutor.
  • 5. Avalie a localização: CFC longe de casa significa tempo e dinheiro com deslocamento. Às vezes, pagar um pouco mais por um CFC perto compensa.

Como evitar "orçamento barato que vira caro"

Muitos CFCs oferecem pacotes com preços muito baixos para atrair clientes, mas escondem custos extras que só aparecem depois. Veja como evitar essa armadilha:

  • 1. Desconfie de preços muito abaixo da média: Se todos os CFCs da sua cidade cobram em torno de X e um oferece metade do preço, pergunte o que está fora do pacote.
  • 2. Peça tudo por escrito: Orçamento detalhado, o que está incluso, o que pode gerar custo extra, política de remarcação, política de reprovação. Isso evita surpresas.
  • 3. Pergunte sobre a "taxa administrativa" ou "taxa de matrícula": Alguns CFCs cobram valores extras que não aparecem no pacote inicial.
  • 4. Confirme quantas aulas extras você pode precisar: Se o CFC oferece só 20 horas e você é totalmente iniciante, pode precisar de mais 5 ou 10 horas. Calcule isso no orçamento.
  • 5. Verifique a política de reprovação: O que acontece se você reprovar? Precisa pagar mais aulas obrigatórias? Quanto custa refazer o exame? Isso faz diferença no custo total.

Quando faz sentido investir em aula extra/treino (com responsabilidade)

Aulas extras não são obrigatórias, mas podem fazer toda a diferença na sua confiança e nas suas chances de aprovação. Veja quando vale a pena investir:

  • 1. Você é totalmente iniciante: Se nunca dirigiu, 20 horas podem não ser suficientes para se sentir seguro. Investir em mais aulas reduz as chances de reprovar.
  • 2. Você tem medo ou ansiedade: Se você trava no trânsito, tem medo de dirigir ou sente muita ansiedade, aulas extras (especialmente com um instrutor particular especializado em medo de dirigir) ajudam muito.
  • 3. Você reprovou na prova prática: Em vez de tentar novamente sem treinar, faça algumas aulas extras para corrigir os erros apontados pelo examinador.
  • 4. Você quer treinar trajetos específicos: Se o CFC só treina em um circuito padrão e você quer praticar no trajeto casa-trabalho ou em rotas que você vai usar no dia a dia, vale contratar aulas extras.
  • 5. Você quer acelerar o aprendizado: Se você tem pressa (mudança de cidade, trabalho novo etc.), mais aulas por semana podem acelerar o processo.

Atenção: Não existe "garantia de aprovação" com aulas extras. O objetivo é aumentar sua segurança e habilidade, não comprar aprovação. Fuja de quem promete passar no exame com aulas rápidas ou métodos milagrosos.

FAQ (perguntas frequentes)

1. Quanto custa tirar a CNH em média no Brasil?

Não existe média nacional confiável, porque os valores variam muito por estado, cidade e CFC. Em grandes centros urbanos, o custo total pode variar de R$ 2.000 a R$ 4.500 ou mais (incluindo taxas, exames, curso teórico, aulas práticas e emissão). Em cidades menores, pode ser menor. Consulte CFCs da sua região para ter uma ideia realista.

2. O que está incluído no pacote do CFC?

Varia por CFC. Geralmente inclui curso teórico, aulas práticas (carga horária mínima ou acima), material didático e suporte para agendamento de exames. Algumas autoescolas incluem também as taxas do Detran e os exames médico/psicológico no pacote. Pergunte antes de fechar.

3. Posso fazer só as aulas práticas com um instrutor particular e economizar?

Não. Para a primeira habilitação, você precisa fazer as aulas práticas obrigatórias em um CFC credenciado, porque só o CFC pode emitir o certificado de conclusão do curso de formação, exigido para fazer a prova prática. Você pode fazer aulas extras com instrutor particular para ganhar confiança, mas as aulas obrigatórias precisam ser no CFC.

4. Se eu reprovar, quanto custa refazer o exame?

Você precisa pagar novamente a taxa do exame (teórico ou prático) ao Detran. Além disso, muitos CFCs recomendam ou exigem aulas extras antes de remarcar, o que gera custo adicional. O valor total depende do Detran e do CFC.

5. Vale a pena pagar mais caro em um CFC com boa reputação?

Sim, geralmente vale. Um CFC com boa reputação tende a ter instrutores mais experientes, carros em melhor estado, suporte mais organizado e maior taxa de aprovação. Economizar em um CFC duvidoso pode sair mais caro no longo prazo (reprovações, aulas extras, estresse). Pesquise avaliações, converse com ex-alunos e visite o CFC antes de fechar.

6. Como sei se estou pagando um preço justo?

Compare orçamentos de pelo menos 3 CFCs da sua região. Verifique o que está incluído em cada pacote (carga horária, taxas, exames, material). Pesquise avaliações online e converse com quem já fez aulas lá. Se o preço estiver muito abaixo ou muito acima da média local, pergunte o motivo. Desconfie de promessas de "aprovação garantida" ou "CNH em 1 mês".

Leia também

Checklist rápido: o que fazer agora

  1. Consulte o site do Detran do seu estado para saber os valores atualizados das taxas oficiais (abertura de processo, exames, emissão).
  2. Pesquise e compare orçamentos de pelo menos 3 CFCs da sua região. Peça tudo por escrito: o que está incluído, o que pode gerar custo extra.
  3. Pergunte sobre política de reprovação, taxa de aula extra, taxa de remarcação e suporte oferecido. Isso evita surpresas.
  4. Pesquise avaliações online e converse com ex-alunos dos CFCs que você está considerando. Reputação faz diferença.
  5. Reserve um orçamento extra para possíveis aulas adicionais (5 a 10 horas) caso você precise de mais treino antes da prova.
  6. Se tiver medo de dirigir ou muita ansiedade, considere aulas extras com um instrutor particular especializado. O investimento pode evitar reprovações e estresse.
  7. Não escolha só pelo preço mais baixo. Qualidade do ensino, reputação e suporte fazem diferença no resultado final.

Aviso importante e fontes de referência

Este texto é um resumo informativo sobre os custos envolvidos no processo de primeira habilitação no Brasil. Os valores de taxas, pacotes de CFCs, exames e aulas práticas variam conforme estado, cidade, Detran e autoescola. As informações aqui apresentadas são aproximadas e ilustrativas, não promessas de preço.

Para decisões concretas sobre custos e orçamentos, consulte sempre o Detran do seu estado para saber os valores atualizados das taxas oficiais, os CFCs da sua região para orçamentos detalhados e por escrito, e compare pelo menos 3 opções antes de fechar.

Bases legais e referências consultadas:

O Dirigi não substitui orientações oficiais de órgãos de trânsito ou de CFCs. Para informações atualizadas sobre custos, taxas e orçamentos, consulte sempre os canais oficiais do seu estado e os CFCs da sua região.

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